Bai Juyi
[772-846]
Manhã, flutua ao pico intacta a branca nuvem;
no campo, o verde trigo cedo estará seco.
A vida vive, à morte segue, e o que consegue?
Só pode ao vento leste ir e dar-se à chuva.
tradução de Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao
Antologia da poesia clássica chinesa, Dinastia Tang, São Paulo: Unesp, 2013.
P. 171
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Nuvem no alto da montanha
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
A Du Fu, da aldeia de Shaqiu
[Li Bai]
701-762
Enfim, por que
estou aqui?
Vivo retirado
na aldeia de Shaqiu.
Ao pé das muralhas,
apenas árvores seculares.
Nelas, dia e noite,
a voz do outono.
O vinho de Lu
não chega
a me deixar bêbado
e os cantos comoventes de Qi*
não tocam mais
meu coração.
Minhas saudades
são como as correntes
do rio Wen,
apressadas, sem descanso,
rumo ao sul.
Tradução de Sérgio Capparelli e Sun Yuqi
In: Li Bai, Du Fu e Wang Wei, Poemas clássicos chineses, Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 37
701-762
Enfim, por que
estou aqui?
Vivo retirado
na aldeia de Shaqiu.
Ao pé das muralhas,
apenas árvores seculares.
Nelas, dia e noite,
a voz do outono.
O vinho de Lu
não chega
a me deixar bêbado
e os cantos comoventes de Qi*
não tocam mais
meu coração.
Minhas saudades
são como as correntes
do rio Wen,
apressadas, sem descanso,
rumo ao sul.
* Lu e Qi eram reinos na China, na fase
que precedeu sua unificação, em 221 a.C.
沙丘城下寄杜甫
我来竟何事?高卧沙丘城。
城边有古树,日夕连秋声。
鲁酒不可醉,齐歌空复情。
思君若汶水,浩荡寄南征。
Tradução de Sérgio Capparelli e Sun Yuqi
In: Li Bai, Du Fu e Wang Wei, Poemas clássicos chineses, Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 37
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domingo, 5 de agosto de 2012
A bela de Yu
[Jiang
Jie]
1245-1310
Quando
era novo, ouvia a chuva
Acompanhado
por bailarinas,
As
velas tremulando, no vermelho
Das
cortinas de cama.
Depois,
ouvi-a nos barcos errantes,
Nos
imensos rios, sob nuvens baixas,
No
vento de Oeste – lá onde
Grita
o ganso selvagem.
Ouço-a
agora junto à cabana dos monges
Com
prata nos cabelos
Tristeza,
alegria, ausência, encontro –
Passam,
indiferentes.
Que
ela tombe – a chuva, sobre os degraus,
Gota
a gota, a noite inteira, até ser dia.
[in CARVALHO, Gil de (org & trad). Uma Antologia de Poesia Chinesa. 2.ed. Lisboa, Portugal: Assírio & Alvin, 2010. p.331]
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Bebendo um álcool [7]
[Tao Yuanming]
365-427
Crisântemos no Outono a mais bela cor.
Com orvalho ainda - os colho e faço
Flutuar neste que afoga cuidados
- Põe-me bem longe do mundo.
Encho sozinho um copo de "vinho"
Se fica vazio por ele deita o jarro.
Põe-se o sol, tudo o que é vivo sossega,
Aves de volta entram o bosque cantando.
Assobio, na varanda do leste, alegremente:
Encontrei de novo o sentido à vida.
[in CARVALHO, Gil de (org & trad). Uma Antologia de Poesia Chinesa. 2.ed. Lisboa, Portugal: Assírio & Alvin, 2010. p.85]
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sábado, 14 de julho de 2012
Testamento
[Xie Lingyun]
385-433
Tal Gong Sheng, pouca vida me resta
Como Li Ye, eis-me no fim, encurralado.
Xi, o antigo, foi vítima da justiça,
Também Huo sacrificado foi.
Mete dó, o cipreste que a geada mordeu
Desfeito é o "míscaro" que a borrasca tombou.
Quanto dura afinal a existência?
Não é que me aflija o ela ser breve.
Dói-me somente o meu ideal de gentil-homem
Que não possa ser gravado no sopé da falésia.
Despedir-me da alma sem o instante supremo
Eis o que me é há tanto tempo tormento.
O meu voto ei-lo. Que na vida futura
Amigos e inimigos, tenham um só coração.
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